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Pagiwuguwo: tornemo-nos corpos!A formação corpórea no rito funeral Boe

Segundo Herbert Marcuse, “estética” denota na sua concepção originária a relação “entre prazer, sensualidade, beleza, verdade, arte e liberdade” (Marcuse, 1978, p. 156), de modo que nessa experiência preserva-se “a verdade dos sentidos”, dada a harmonia obtida, “na realida e da liberdade”, entre a “sensualidade e intelecto, prazer e razão” (Marcuse, 1978, p. 156). A experiência estética se ambienta no campo dos sentidos, é fundamentalmente intuitiva, subjetiva e logo receptiva, contudo, a imaginação ao estabelecer um livre jogo com a faculdade do entendimento, mostra-se produtiva ao criar a beleza.

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Resposta de Mary Wollstonecraft a Kant: sobre o entendimento feminino e o casamento no século XVIII

O presente artigo tem o propósito de discorrer sobre a representação da mulher mediante o sentimento do belo, além de apresentar a misoginia existente nos argumentos de Kant, o que indicia a cultura sexista europeia, deste período. Para tanto, utilizam-se principalmente as obras Observações sobre o sentimento do belo e do sublime, Antropologia de um ponto de vista pragmático e Metafísica dos costumes. Por outro viés, em acordo com Mary Wollstonecraft, propõe-se um contraponto à representação do entendimento feminino e do casamento, erigidos na perspectiva kantiana, a partir dos argumentos presentes na obra Reivindicação dos direitos da Mulher. Trata-se, portanto, de afirmar a incoerência das proposições apresentadas relativas à inaptidão racional das mulheres e à submissão necessária dispensada no casamento, visto que estas se traduzem em violências simbólicas.

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A abolição revista por Zózimo Bulbul no cinema: aspectos da resistência negra entre a arte e a história

Neste artigo, discuto o documentário Abolição (1988) de Zózimo Bulbul, nos termos dessa linguagem artística, assim como cotejo certos depoimentos sobre as revoltas no período escravocrata, a abolição e o posicionamento do Estado após a emancipação com as perspectivas enunciadas no campo da História, da Antropologia e da Filosofia por Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento, Ynaê dos Santos, Kabengele Munanga e Molefi Kete Asante, a fim de destacar as dimensões históricas e políticas da obra. Convidamos para a leitura!

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Arte-educação: o potencial estético-político em Rosana Paulino na redação do Enem

Na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024, 3,1milhões (Inep) de estudantes tiveram que dissertar sobre os desafios enfrentados para a valorização da herança africana no Brasil. Dentre os argumentos motivadores para a questão, consta a imagem de uma obra da artista Rosana Paulino, intitulada: Ainda a lamentar (2011), acompanhada de um provérbio africano que nos diz: “quando não souberes para onde ir, olhe para trás e saiba pelo menos de onde vens”.

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Aspectos históricos e políticos do feminismo negro nos Estados Unidos

A fim de retratar, segundo critérios objetivos e subjetivos, as condições de trabalho nas quais a mulher negra estadunidense estava submetida, dos anos de 1890 até 1940, Davis recorre a dados demográficos, econômicos e sociais desses anos e aos depoimentos dessas mulheres a fim de evidenciar os obstáculos político-econômicos para a emancipação efetiva das afro-americanas.

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Para um multiculturalismo democrático: aspectos da cosmopercepção iorubá no Candomblé Ketu

A questão na qual nos debruçamos neste capítulo diz respeito à compreensão do Candomblé Ketu como uma instituição que faz a guarda e a difusão de determinados valores, saberes e práticas originárias dos povos iorubás em solo brasileiro. Propomos uma análise de caráter introdutório em torno de certos mitos dos/as Òrìsà, denominados ìtàn, e sobre os odú, que são os poemas revelados por meio da consulta ao oráculo de Ifá, a serem interpretados pelo Babalaô, na tradição originária iorubá, ou pela ìyálòrìsà ou bàbálòrìsà, como se dá comumente no Candomblé no Brasil.

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O pensamento e o cinema de Celso Prudente: identidade brasileira, resistência e educação

O presente capítulo apresenta uma análise crítica sobre os curtas-metragens “O som da raça” (2014) e “Questão de Justiça” (2017), de autoria de Celso Prudente, em conformidade com o pensamento desse cineasta já difundido no meio acadêmico, no que concerne à noção equivocada, incutida pelos estereótipos negativos, com a qual uma parcela da população brasileira compreende a si mesma e aos/às seus/suas concidãos/ãs.

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As práticas artísticas rituais e a fruição do axé no candomblé Ketu

O objetivo deste artigo é caracterizar, de forma introdutória, determinadas práticas artísticas e rituais realizadas no Candomblé, da nação de Ketu. Tais como os cantos entoados para as divindades africanas, nomeadas Orixás, as danças coreografadas, os toques dos atabaques e as indumentárias, de modo a compreendê-las a partir dos ìtàn, as mitologias relativas a estas divindades.

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Feminismo negro e a crítica à cultura brasileira

No desenvolvimento do presente verbete, discorre-se sobre os conceitos de cultura, identidade e estereótipo a fim de trazer à tona tanto os prejuízos causados pelo trânsito das representações insuficientes e equivocadas das mulheres negras no meio social, quanto à resistência expressa por meio das nomeadas entidades culturais de massa. Para tal, lança-se mão, principalmente, dos escritos de Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez, Neusa Santos e Sueli Carneiro, que estarão em diálogo com Abdias do Nascimento, Stuart Hall e Kabengele Munanga, com especial atenção às abordagens críticas da cultura elaboradas pelo pensamento feminista negro no Brasil.

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